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10ª SPRW: as apostas de ALFA

Publicado originalmente no blog Mesa ou Balcão?, da revista ALFA.

Na próxima segunda-feira (5) começa mais uma Restaurant Week em São Paulo. O evento, que já está na sua 10ª edição, está maior que nunca. São mais de 200 casas servindo menus completos (entrada, prato principal e sobremesa) a preços promocionais: R$ 31,90 no almoço e R$ 43,90 no jantar, fora a taxa de serviço. Também não entra nesse valor a contribuição sugerida de R$ 1 para uma instituição beneficente.

Quem já participou do evento em outros anos deve ter experimentado o real sentido da expressão “o barato sai caro”. Os restaurantes se apinham de gente e a espera pode ser infernal. A qualidade da comida e do serviço varia muito. E o mais triste: algumas casas usam a Restaurant Week simplesmente para fazer caixa, e se esquecem da ideia original do evento, que é conquistar novos clientes e agitar o mercado de restaurantes da cidade.

Na tentativa de ajudar os gastromaratonistas da SPRW, escolhi algumas casas que acredito ser as boas apostas dessa edição. São 14 restaurantes, um para cada dia do festival, que termina no domingo, 18 de março.

E nunca é demais relembrar: sempre ligue para o restaurante com antecedência para tentar cravar uma reserva. Não há sobremesa – ou desconto – que consiga adoçar o humor de quem amargou horas de espera por uma mesa.

AK VILA
Por quê? O restaurante da chef Andrea Kaufmann recebeu no ano passado o prêmio de melhor variado pela Veja SP. A casa é um oásis de boa comida no centro da boêmia Vila Madalena.
Quando é melhor? No almoço. A casa não participa da SPRW no jantar.
O que apetece no menu? Falafel com tahine, pão pita e salada mediterrânea.

Arabia: berinjela assada com tomilho, coalhada e romã

ARABIA
Por quê? É o único restaurante árabe da cidade estrelado pelo Guia Quatro Rodas.
Quando é melhor? No jantar, pois as opções do menu são mais variadas.
O que apetece no menu? Berinjela assada com tomilho, coalhada temperada e sementes de romã.

BRASERO AMATXU
Por quê? Faz parte de um grupo basco de restaurantes. Usa com muita competência a grelha sobre brasas para preparar carnes e frutos do mar. Os pratos saem da cozinha com um suave e delicioso defumado.
Quando é melhor? No almoço. O salão fica mais bonito com luz natural.
O que apetece no menu? Espeto de filé na brasa com batatas bravas.

GOVINDA
Por quê? Esse restaurante do Brooklin vale a viagem para fora do eixo gastronômico da cidade. As esculturas de divindades, os tapetes coloridos, a mobília típica no salão dão um tempero a mais na melhor cozinha indiana de São Paulo, segundo o Guia Quatro Rodas.
Quando é melhor? No jantar. Tente combinar curry com esse calorzão de meio-dia…
O que apetece no menu? O delicioso pão naan, feito com iogurte e assado no forno tandoor, acompanhado de uma seleção de chutneys.

Hideki Sushi: tirashi sushi

HIDEKI SUSHI
Por quê? O chef Hideki Fuchikami é sinônimo de bons sushis a mais de uma década. Abstraia a estranha localização dessa sua nova casa, no Bexiga, cercada de cantinas italianas.
Quando é melhor? No almoço. O menu do jantar, em comparação, não parece valer os R$ 12 a mais.
O que apetece no menu? Tirashi Sushi (10 fatias de peixes variadas sobre arroz de sushi)

OBÁ
Por quê? É o restaurante que sempre se sai bem na SPRW. Sei de muita gente que conheceu o Obá durante o festival e virou habitué. Pode ir com fé.
Quando é melhor? No jantar. O menu da noite tem pratos principais mais interessantes que os do almoço.
O que apetece no menu? Peixe ao molho de cupuaçu, com castanha do Pará, servido com arroz de jambu.

P.J. Clarke’s: The Cadillac

P.J. CLARKE’S
Por quê? A filial da mítica casa novaiorquina tem um dos melhores hambúrgueres da cidade. Vale conhecer.
Quando é melhor? No almoço, quando o hambúrguer tem melhor relação custo-benefício.
O que apetece no menu? The Cadillac (cheeseburger com bacon, salada, alface e batas fritas).

PING PONG ITAIM
Por quê? Serve em um ambiente bonitão – com cenografia bem Itaim – os divertidos dim sums (pasteizinhos chineses).
Quando é melhor? No jantar. A seleção de dim sums da noite parece mais interessante.
O que apetece no menu? Sticky Rice (arroz glutinoso embrulhado em folha de lótus).

SHINTORI
Por quê? Só pelo ambiente, o Shintori vale uma visita. A casa já abrigou um dos mais espetaculosos restaurantes de São Paulo, o Suntory. Não deixe de dar uma espiada no belo jardim japonês do pátio interno.
Quando é melhor? No jantar. A casa só participa da SPRW à noite.
O que apetece no menu? Yuzu lemon pie (torta de limão siciliano perfumado com yuzu, fruta cítrica japonesa).

Tanger: tagine de frango com cuscuz marroquino

TANGER
Por quê? É o melhor marroquino de São Paulo, segundo o Guia Quatro Rodas. Mudou-se no ano passado para uma casa mais aconchegante – mas em um lugar mais muvucado – ao lado do bar Jacaré Grill, na Vila Madalena.
Quando é melhor? No almoço, porque tem tagine, preparação que é símbolo do Marrocos: as carnes ganham um perfume incrível depois de cozidas lentamente com temperos.
O que apetece no menu? Tagine de frango com amêndoas e ameixas, acompanhado de cuscuz marroquino.

TEMPLO DA CARNE
Por quê? Desde 1979, o restaurante de Marcos Guardabassi é um endereço certeiro para quem procura boas carnes.
Quando é melhor? No jantar, quando o restaurante participa da SPRW.
O que apetece no menu? Miolo de alcatra com farofa especial.

Tordesilhas: cuscuz de farinha ovinha

TORDESILHAS
Por quê? Com mais de duas décadas de história, é o restaurante paulistano que melhor representa a diversidade de cozinhas do Brasil. A chef Mara Salles é um patrimônio – uma pesquisadora incansável – da gastronomia nacional.
Quando é melhor? No jantar. O restaurante só participa da SPRW à noite.
O que apetece no menu? Cuscuz de farinha ovinha de Uarini (AM) com camarão e vegetais.

Trattoria Picchi: capellini com feijão branco e ragu de linguiça

TRATTORIA PICCHI
Por quê? O chef Pier Paolo Picchi se orgulha de suas massas frescas, preparadas geralmente na hora do pedido, em uma sala climatizada à vista dos clientes.
Quando é melhor? No jantar. Só participa da SPRW à noite.
O que apecete no menu? Capellini com feijão branco e ragu de linguiça.

TWELVE BISTRÔ
Por quê? Em Pinheiros, a pequena casa do chef australiano Greigor Caisley é um dos poucos endereços na cidade a aliar comida acima da média com uma boa carta de cervejas. São mais de 25 rótulos de todo o mundo.
Quando é melhor? No jantar, quando o menu é mais interessante.
O que apetece no menu? Paleta de cordeiro com risoto milanês.